




Com alegria informamos que este blog foi indicado por Elizeu Antonio Gomes, editor do Blog Belverede, e por Catiane Canteiro ao prêmio Olha que Blog Maneiro! Agradecemos a indicação, que surge como um incentivo a continuar nos esforçando na tarefa de atualizações diárias, buscando sempre publicar o que sirva de edificação espiritual a todos.
Regras para receber o prêmio
1 - Exibir a imagem do selo "Olha que Blog Maneiro!", ao qual fui indicado(a);
2 - Postar o link do blog que me indicou;
3 - Indicar dez (10) blogs da minha preferência;
4 - Avisar meus indicados;
5 - Publicar as regras;
6 - Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras;
7 - Enviar a minha foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os dez links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em P&B.
Os blogs que indico são:

Albergo três inimigos, três sentimentos que me espreitam nas esquinas das madrugadas: fracasso, impotência e culpa. Lido mal com as inadequações, sofro com a fraqueza e arquejo debaixo do peso dos erros.
As exigências sociais me deixam arfando. Fatigado, não me sinto apto. Sou calouro desafinado, buzinado nos poucos minutos da apresentação. Piso na bola à poucos metros da linha do gol. Gaguejo na entrevista. Tropeço em cadarços soltos. Não consigo subir os degraus da piedade. Continuo em falta com a divindade. Sou um constrangimento religioso. Depois de décadas, nada poupei para a velhice. Frustrei os anseios paternos. Constrangi mamãe em seus últimos dias de vida. Despedaço o ícone que fizeram de mim. Não dou vida ao mito. Anseio permanecer comum. Rasgo o simulacro da personagem que apresento nos palcos.
Admito a minha impotência. Dispo-me da capacidade dos ungidos. Não consigo decretar milagre. Fico sem encabrestar o meu próximo. Meus argumentos não passam de arrazoamentos inconvincentes. Nada me chega fácil. Aprendo devagar. Esqueço o que decorei. Não me antecipo aos incidentes. Não controlo o porvir. Desconheço a saída do labirinto.
Os erros passados me aterrorizam. Sou melancólico. Pressinto que transgredi a lei, maculei a eternidade, constrangi estatutos infinitos. A maldade dos outros é mínima; sou pior. Os erros dos outros, irrelevantes; sou pior. Cabisbaixo, procuro a penitência mais adequada para o meu pecado.
Depois de admitir-me fracassado, impotente e culpado, faço as pazes com a minha alma. Pergunto: quem estabeleceu uma régua para eu me medir? Quem me outorgou o mandato de controlar as variáveis incontroláveis do universo? Qual o sentido deixar que a culpa me atole na lama da autocomiseração?
Não preciso desempenhar para ser precioso. Não preciso manipular para experimentar liberdade. Não preciso ser perfeito para despistar o remorso. Levanto a cabeça. Sei que o meu valor não depende de alcançar a perfeição. Pisoteio o fracasso, desdenho a impotência e faço da culpa uma aliada para recriar o futuro.
Soli Deo Gloria